Personagens que marcaram a história da conscientização e combate ao idadismo - Maggie Kuhn


Maggie Kuhn foi uma ativista norte-americana que fundou o movimento panteras grisalhas- nome derivado do movimento radial panteras negras, em 1970, somente alguns meses após a sua aposentadoria obrigatória aos 65 anos. O movimento tornou-se conhecido pelo combate ao idadismo; outras formas de preconceitos e por propor reformas nas instituições de longa permanência para idosos. O seu principal lema era o de lutar por uma mudança social que eliminaria a injustiça, discriminação e opressão da sociedade atual, e que por si só não se restringiria a limites etários.

Kuhn, que se designava como uma pequena velha e tinha a aparência de alguém que necessitaria de auxílio para atravessar uma rua, não se desculpava pela sua aparência ou pela sua idade. Disse certa vez ao New York Times em 1972: “Eu tenho cabelos grisalhos, muitas rugas e artrite em mãos. E eu celebro a minha liberdade das amarras burocráticas que me restrigiam”.

Foi uma grande lutadora pelas causas sociais, muito antes da fundação do panteras grisalhas. Estudante na Universidade de Cleveland, ajudou na organização da liga das mulheres votantes. E em uma sucessão de empregos como gerente de programas sociais para a associação cristã de moços em Cleveland, Boston, Filadélfia e também na igreja presbiteriana de New York ficou conhecida por suas posições, não convencionais para a época, sobre paz e justiça social.

“Existe um viés social pervasivo nos EUA sobre a idade ser uma doença e um desastre. Ao contrário, ela é parte de um contínuo da vida”. “Velhice não é uma doença- é força e sobrevivência, triunfo sobre todas as vicissitudes e desapontamentos, tentativas e doenças. “


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