Um mundo saudável para um envelhecimento saudável - COLUNA

Atualizado: Jun 11

por Egídio Dórea



Editorial publicado na revista Lancet em janeiro de 2021 aponta para a importância da relação entre um mundo saudável e o envelhecimento saudável. As mudanças climáticas ocorridas nas últimas décadas afetam sobretudo os grupos mais vulneráveis, como as pessoas acima dos 65 anos. Exemplos disso podem ser obtidos dos dados de mortalidade nos furacões Katrina e Sandy, onde mais da metade das pessoas mortas tinham mais de 65 anos. Ou mesmo nas ondas de calor que assolaram a Europa.

A visão de que devemos lutar para as mudanças climáticas não prejudicarem as próximas gerações é errada, porque elas já estão afetando todos. O mesmo erro ocorre ao culpar os mais velhos por essas mudanças. Essas atitudes só fazem acirrar as disputas intergeracionais e o idadismo.

Em dezembro de 2020 o Lancet lançou a campanha “countdown” com o objetivo de conscientizar as populações sobre a importância de termos um mundo saudável para podermos envelhecer saudavelmente. Essa relação é indissociável. Energia renovável, água potável e ar limpo são fundamentais para atingirmos uma maior longevidade com saúde para as próximas gerações e para nós mesmos. E para isso temos que agir agora.


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Egídio Lima Dórea

Graduação em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Residência e

doutorado em Nefrologia pela Universidade de São Paulo. Professor de Medicina da

Universidade São Caetano do Sul. Diretor da Aging 2.0 Chapter Brazil. Coordenador da

Universidade Aberta à Terceira Idade da USP (USP 60+). Coordenador do programa USP Rumo ao Envelhecimento Ativo. Membro da comissão de Direitos Humanos da USP. Conselheiro do International Longevity Centre Brazil.

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